“Perfect Day” - Lou Reed
8 de dezembro de 2009Música para o nosso dia.
Coritiba rebaixado
7 de dezembro de 2009
E o meu Coritiba, o vovô centenário caiu novamente para a Série B.
Lamentável. Um time com a torcida e a história que tem viver essa situação.
Agora é tentar voltar com menos dinheiro, uma baita crise política e financeira, com um time desmanchado e com o estádio interditado por alguns longos meses – Parabéns! Torcida alviverde!
O pior é enfrentar times – com todo o respeito – como: Icasa, ASA de Arapiraca, Guaratinguetá, Duque de Caxias e Ipatinga. Vai ser dureza e nem quero um gole de Dreher.
Preparemos o pay-per-view para o que vem por aí.
2010 vai ser um ano daqueles.
Outras palavras
7 de dezembro de 2009
Tradutores paranaenses conquistam espaço no mercado editorial, concentrado em São Paulo e Rio de Janeiro
POR MARCIO RENATO DOS SANTOS,
RETIRADO DA GAZETA DO POVO
Curitiba, já faz tempo, é apontada como uma cidade literária. Mais que isso: o Paraná é um estado com tradição e presença no mapa da literatura brasileira. Escritores como Dalton Trevisan, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Domingos Pellegrini e Miguel Sanches Neto têm os seus livros publicados por editoras de repercussão nacional.
Mas os paranaenses também se fazem presentes no circuito literário nacional devido a uma outra atividade: a tradução.
Caetano Waldrigues Galindo é um tradutor que, em anos recentes, passou a ser solicitado por editoras paulistanas. Para a Companhia das Letras, uma das mais importantes casas editoriais brasileiras, ele traduziu (este ano) Hotel Mundo, de Ali Smith. A pedido da Companhia, traduz, neste momento, Vício Inerente, de Thomas Pynchon e, em parceria com o curitibano Christian Schwartz, realiza a tradução de letras de Lou Reed para um futuro livro.
Galindo, Schwartz e outros tradutores paranaenses (ou radicados no Paraná) vertem ao português textos de ficção que estão, a cada dois meses, na revista Arte & Letra: Estórias, publicação curitibana apontada como uma vitrine para tradutores (além disso, a revista também publica originais, inclusive de autores brasileiros).
Existiria um movimento ou grupo de tradutores em Curitiba, no Paraná? Galindo responde, e a resposta é compartilhada por outros tradutores consultados pela Gazeta do Povo: “Na boa, isso é meio que um negócio solitário mesmo. Eu e o Christian, agora, trabalhando juntos (no projeto do Lou Reed), andamos trocando umas ideias. Mas em geral acho que a empresa (a tradução) é isolada.”
Um exemplo poético
A trajetória do londrinense Rodrigo Garcia Lopes exemplifica uma possibilidade para quem pretende ser tradutor no Brasil. Hoje com 44 anos, ele começou a traduzir no mesmo momento em que começou a escrever poesia, em 1982, com 17 anos. Nas páginas do extinto suplemento Leitura, da Folha de Londrina, ele (em parceria com Maurício de Arruda Mendonça) assinou uma tradução para fragmentos de Uivo, de Allen Ginsberg.
Desde então, traduziu mais de 200 poemas, de 200 autores, o que daria um livro (projeto que ele não descarta de vir a ser realizado). Lopes, seguindo uma sugestão do poeta Ezra Pound, optou pela tradução como uma maneira de aprender a escrever poesia. Já publicou seis livros, dois deles muito badalados: Folhas de Relva, de Walt Whitman, e Ariel, de Sylvia Plath (em parceria com Maria Cristina Lenz de Macedo).
Ele acredita que um tradutor tem de ser, simultaneamente, um leitor e um escritor, opinião compartilhada por outros profissionais. “Afinal, o tradutor tem de conhecer, e entender, os dois idiomas, de onde ‘saiu’ e para ‘onde’ irá o texto”, diz. O poeta e tradutor acrescenta que o tradutor não pode impor a sua própria voz, mas também não deve se esconder demais. “Na tradução, não se deve ‘trair’ de mais, nem de menos”, afirma.
Uma arte refinada
Roberto Mugiatti, curitibano radicado no Rio de Janeiro, cita uma frase de Paulo Henriques Britto (renomado tradutor) a respeito do ofício: “A gente só lê bem um livro se está fazendo a tradução.” A afirmação aponta para uma questão importante: o tradutor precisa ler atentamente a obra que está traduzindo, leitura essa que inclui contextualização histórica do período em que o texto original foi escrito (para evitar, por exemplo, equívocos a respeito de expressões coloquiais). Muggiati já traduziu mais de 60 livros, entre os quais alguns de John Fante, como Pergunte ao Pó, que anteriormente havia sido traduzido por outro curitibano, o poeta Paulo Leminski.
Leminski é considerado um tradutor ousado. Ele traduziu livros de John Lennon e Samuel Beckett, e costumava praticar a transcriação (uma espécie de recriação do texto original). Caetano Galindo acredita que a tradução, de maneira geral, é um jogo que envolve a criatividade. “Ler uma tradução é ouvir uma história contada pela segunda vez, por outra pessoa. É ler o mesmo livro, escrito de novo, por outro escritor (o tradutor)”, afirma.
Natural
A tradutora Márcia de Carvalho Saliba observa que a boa tradução é aquela que soa natural, que não deixa o eco do idioma original. “A tradução ruim, ao contrário, me lembra a cada linha, a cada palavra, que o texto não foi escrito em português”, argumenta. Sandra Stroparo, que acaba de traduzir Viagem Em Volta do Meu Quarto, de Xavier de Maistre, projeto encomendado por uma empresa curitibana, mas viabilizado pela Hedra (SP), diz algo que é vital para os tradutores: “É o mercado, a demanda das editoras, que define (a atividade de um tradutor)”.
Quer ler o link original? Clique aqui
A Nova Onda do Charme Chulo
30 de outubro de 2009

- Charme Chulo lança seu segundo álbum “Nova Onda Caipira”
Há algo entre o sertanejo universitário, o indie rock e a música caipira brasileira que os curitibanos do Charme Chulo conseguiram atingir como nunca antes visto na música brasileira.
Alguns rótulos já ficaram ultrapassados para eles. O primeiro foi “Smiths com viola caipira” e depois, na época do lançamento do primeiro disco homônimo, foi o “novo rock rural” como aquele realizado nos anos 70 por gente como Sá & Guarabira e afins.
Ao que parece eles nunca deram muita moral para esses tipos de rótulos aplicados pela crítica musical brasileira. A impressão que fica é de que a banda, liderada pelos primos Igor Filus e Leandro Delmonico, mudou o foco da cena independente nacional; e isso sim merecia destaque da imprensa.
Letras de bom gosto aliada a boa música, mas isso é outra discussão. Deixemos para lá.
Quem viu o show do último sábado (24) no SESC da Esquina pôde comprovar o que estou dizendo. O country rock, os anos 80, o pop brega e a música caipira se encontraram com facilidade e felicidade.
Escutem a Nova Onda Caipira no www.myspace.com/charmechulo
Ou no site Mondo Bacana, clique aqui
Stallone, Schwarzenegger e Bruce Willis juntos
26 de outubro de 2009DO SITE OMELETE
O dia 24 de outubro de 2009 vai ficar marcado na história dos filmes de ação… dos anos 80! A data marca a primeira vez que Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis rodaram juntos uma cena para um longa-metragem. O filme em questão é o aguardado Os Mercenários (The Expendables), que Stallone produz, roteiriza, dirige e protagoniza.
Infelizmente, imagens do encontro ainda não foram disponibilizadas. Mas aproveite que você está aqui e leia a sinopse do filme:
O título original - Expendable - quer dizer “capaz de se sacrificar visando cumprir um objetivo militar”.
Os Mercenários é um filme de ação sobre um grupo de mercenários contratado para infiltrar em um país sul-americano e tirar do poder um ditador descontrolado. Quando a missão começa, eles começam a perceber que as coisas não serão tão fáceis quanto eles imaginavam, quando se vêem em uma intrincada rede de mentiras e traições. Além de seu objetivo principal, uma vida inocente é colocada em risco e os mercenários têm de encarar desafios ainda mais duros, que podem até mesmo destruir sua equipe.
Além de Stallone, o elenco tem também Jason Statham, Mickey Rourke, Gisele Itiê, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Terry Crews, Randy Couture e outros.
A Lionsgate lança o longa nos EUA em 20 de agosto de 2010. No Brasil, o filme também sai em 2010.
Comentário do blogueiro: Vou assistir, mas por que desconfio que será um fiasco?
O preço olímpico
2 de outubro de 2009
O Rio de Janeiro venceu Madrid, Tóquio e Chicago e sediará as Olimpíadas de 2016. Parabéns? Não sei se esse é o caso. Vamos deixar a euforia de lado e analisemos os fatos ($).
Segundo notícia publicada, no dia 2 de outubro, pelo site Folha Online, serão gastos R$ 28,8 bilhões para realização dos jogos na cidade do Rio de Janeiro. Dois anos antes, acontecerá a Copa de 2014 também no Brasil – com uma estimativa de gastos totais de R$ 32 bilhões.
Vamos fazer a conta.
Somando o que será gasto nas duas competições esportivas, o Brasil custeará com dinheiro público (sim! o nosso dinheiro) um total de R$ 60,8 bilhões.
Apenas para ter idéia do tamanho do rombo nas contas públicas. O governo gastará o equivalente a construção de três milhões de moradias populares.
Está bom para você? Pra mim, não!
Questões eleitorais
23 de setembro de 2009![]()
Está aprovada a legalização e reabertura da atividade dos bingos no Brasil, certo? Sim.
Provavelmente alguns bingos farão de suas atividades um método de captar dinheiro perdido em anos passados e farão um bom caixa começando por este fim de ano, certo? Sim.
Conclui-se que aparecerão doadores deste ramo abastecendo a campanha de quem os apoiou, proporcionando o famoso “me ajuda, que eu te ajudo” - mais um bando de “empresários” que farão as visitas esporádicas à Brasília afim de garantir o “lobby”.
Isso faz que qualquer um com o menor senso crítico perceba que esse dinheiro pode decidir a campanha para muitos governadores, deputados, senadores e até mesmo de um presidenciável. Porque sim, dinheiro ganha eleição.
Outra questão: O lobby dos jogos eletrônicos foi aprovado, mas porque o jogo do bicho também não é legalizado?
Como diria Zé Beto do site Jornale: “Pode não ser nada, pode ser tudo”
O PT contra ataca?
23 de setembro de 2009
Dirceu diz que Marina se iguala
a outros políticos ao fugir de polêmica
da Folha Online
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) disse hoje em seu blog que a senadora Marina Silva (PV-AC) começa a se revelar como pré-candidata. Ele comentou a entrevista de Marina para o programa “Roda Viva”, da TV Cultura, ontem.
“Pelo que a imprensa publicou, a entrevista da senadora Marina Silva [...] vai aos poucos revelando as ideias e propostas da pré-candidata do PV - como ela mesmo se definiu, já que diz que ‘há possibilidade de ser’”, escreveu ele hoje no blog.
Marina deixou o PT neste ano para se filiar ao PV, onde deve disputar a Presidência. Dirceu pertence à maior ala do PT, que deve lançar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), em 2010.
Ele criticou o fato de Marina ter deixado em aberto temas polêmicos, como aborto e criacionismo nas escolas. “Marina deixou de responder perguntas sobre temas polêmicos –aborto, criacionismo– e que podem tirar votos. Agiu, portanto, na contramão da crítica que faz à política e aos políticos tradicionais dos quais cobra esse comportamento. Sobre maconha, a bem da verdade, ela disse que é contra a legalização”, escreveu ele.
Dirceu também atacou a resposta dele sobre a política econômica de Lula. “Considerou-a igual à de FHC, quando salta à vista as diferenças. Igualar essas duas políticas econômicas, dizendo que a crítica a de FHC era retórica, é confundir dois instrumentos de política econômica.”
“Whip It” é o próximo Juno?
16 de setembro de 2009Vem aí, ao que parece, mais um filme apaixonante estrelado pela atriz Ellen Page. Depois de fazer o “indie shakesperiano” Juno, ela atua em “Whip It” como uma patinadora profissional que não queria ser miss - o sonho de sua mãe.
O filme, que também conta com participação da talentosa atriz-cantora Juliette Lewis no elenco, tem um que de indie-college-cult. Ví o trailer e notei que usaram Pork and Beans do Weezer na trilha sonora - e achei que encaixou certinho.
“Whip It” é dirigido pela atriz Drew Barrymore e está sendo muito elogiada em sua estreia como diretora.
Ví o trailer e percebo que Ellen Page é a musa teen mais talentosa que já ví no cinema. Ela agrada a emos, indies, rockers, nerds e troianos com uma facilidade incrível.
Agora é esperar o filme chegar no Brasil.